Neste antigo Kazak, a geometria se afirma com clareza e personalidade. Sobre o campo azul-marinho, um retângulo central abriga dois medalhões intencionalmente assimétricos, envolvidos pelo longo medalhão octogonal de contorno em zigue-zague que distingue este desenho. Em tons de azul-celeste e coral, suas linhas parecem se expandir pelo campo como ondas em movimento. Nos quatro cantos, losangos equilibram a composição, enquanto pequenas estrelas espalhadas pelo fundo acrescentam leveza e ritmo ao conjunto. Três bordas emolduram a peça; na principal, uma sequência de flores de oito pontas, em rosa, creme e azul, percorre o tapete como uma cadência contínua. Há, nesta composição, um sentido raro de ordem e vibração. Cada forma parece responder à outra, como se o desenho tivesse sido criado em pulsos, ecos e repetições. Este Kazak imprime presença, caráter e uma energia silenciosa que permanece no olhar.