Tecido com extraordinária precisão e uma sensibilidade para as cores que lembra a pintura, este Isfahan transforma a lã em um jardim vivo. Sobre o campo marfim, flores, folhas e ramos surgem com delicadeza, enquanto pinheiros e ciprestes se erguem entre a vegetação em tons de azul suave, rosa e verde-sálvia. O jogo entre luz e sombra dá profundidade ao desenho e faz com que cada detalhe pareça ganhar vida. A borda em terracota prolonga esse jardim, com arbustos floridos e pássaros que acrescentam movimento e leveza à composição. Nada parece imóvel: o olhar percorre a peça como quem atravessa uma paisagem em plena primavera. Isfahan foi a grande cidade-jardim da Pérsia, e seus artesãos souberam transformar essa herança em tapetes de rara beleza. Este exemplar preserva esse espírito com graça e delicadeza, uma obra luminosa, alegre e cheia de vida.