Este magnífico Lilihan Sarouk antigo, tecido no início do século XX ao sul de Arak pela comunidade armênia da Pérsia, revela o talento das tecelãs que tornaram esse pequeno distrito conhecido muito além de suas fronteiras. Há, em toda a peça, uma sensação de plenitude e leveza, como se o desenho tivesse sido criado para permanecer sempre em flor. Tanto o campo quanto as bordas são percorridos por ramos curvos que sustentam motivos florais em azul e dourado, espalhados sobre uma paleta generosa de rosa, salmão e cáqui, cores que se tornaram inseparáveis do nome Lilihan. A composição é rica, mas nunca excessiva; abundante, mas sempre harmoniosa. A lã, de brilho notável, faz com que a luz percorra a superfície e revele novas nuances a cada hora do dia. Poucos tapetes persas possuem um lirismo tão evidente e, ao mesmo tempo, uma presença tão calorosa. Luminoso, vivo e acolhedor, este Lilihan Sarouk leva ao ambiente uma beleza duradoura e uma espécie rara de alegria silenciosa.